sábado, 10 de dezembro de 2011

Quais são os exercícios mais adequados para quem tem problema na tireoide?

O ideal é intercalar exercícios de impacto – como caminhada ou corrida – com os sem impacto, como pedaladas, natação e hidroginástica.
 


 
M de Mulher
Quem tem problemas na tireoide pode engordar? Sim. A tireoide é uma glândula que rege a hipófise, responsável por secretar hormônios para todo o organismo. Um deles é o TSH, que estimula a tireoide a produzir T3 e T4. Quando ela fabrica esses hormônios em quantidade insuficiente, ocorre o hipotireoidismo, que deixa o corpo mais lento. Nesse caso, o cansaço piora, os músculos ficam mais sensíveis e o metabolismo desacelera. Por isso, quem tem esse problema sofre para perder peso ou pode até engordar.

Como resolver o problema? O primeiro passo é procurar um médico. Ele prescreverá o tratamento mais adequado, que pode ou não ser com medicamentos. A prática de exercícios físicos também pode estimular a tireoide. No caso das sedentárias, é importante fazer primeiro uma avaliação física (incluindo um teste cardíaco). Se tudo estiver ok, então é hora iniciar seu treino.

“Exercícios Aeróbicos são de extrema importância para ajudar no controle hormonal! O ideal é intercalar exercícios de impacto – como caminhada ou corrida – com os sem impacto, como pedaladas, natação e hidroginástica. Assim é possível prevenir dores em articulações como joelho, quadril e tornozelo e também na coluna”, explica Danilo Cezar de Souza, especialista em Exercício Físico Aplicado na Clínica Médica da Unifesp e professor da academia Movement, em São Paulo.

Também é importante praticar musculação. O aumento da massa muscular pode acelerar o metabolismo do organismo e, com isso, a queima calórica. Aos poucos, é possível aumentar a a duração e a intensidade tantos dos exercícios de força como os aeróbios. Mas, para isso, é importante ter o acompanhamento de um profissional de educação física. Mais um detalhe importante! “O ideal é sempre treinar com um frequencímetro para monitorar os batimentos cardíacos. Dessa forma, fica mais fácil descobrir a intensidade ótima do exercício, evitando um descontrole hormonal”, aconselha Danilo.

Por Patrícia Giuffrida

Exercícios ajudam a combater efeitos do gene da obesidade

Revisão de estudos sobre o tema mostrou que malhar pode reduzir em até 30% os efeitos do gene "engordativo"
 
 

IG
Com as festas de fim de ano à porta, uma nova pesquisa oferece novidades que trazem esperança a respeito da obesidade e do destino, bem como sobre as consequências das escolhas que fazemos.

Os pesquisadores envolvidos reuniram os resultados de dezenas de estudos dedicados aos efeitos do exercício físico sobre o chamado gene da obesidade, que, acredita-se, aumenta em 12% ou mais o risco de que seus portadores tenham sobrepeso ou obesidade.

Vários anos atrás, os cientistas identificaram esse gene, conhecido como gene "associado à massa de gordura e à obesidade", ou gene FTO. Acontece que ele é bastante comum, infelizmente.

Segundo as estimativas, cerca de 65% das pessoas de ascendência europeia ou africana e talvez 44% dos descendentes de asiáticos têm alguma versão do gene FTO. Essas descobertas parecem sugerir que a maior parte de nós tem o sobrepeso como destino, uma ideia desanimadora – e que pode até ser do tipo "autorrealizável".

Um artigo publicado em fevereiro no The New England Journal of Medicine relatou que voluntários que descobriram ser portadores do gene FTO – ou de genes similares que incitam o acúmulo de gordura – começaram a comer alimentos mais gordurosos e em quantidades maiores, de modo mais inconsequente, ao longo dos três meses após terem sido informados de que tinham o gene. Isso ocorreu, provavelmente, porque eles acreditavam que o seu destino, pelo menos em termos de peso, já estava determinado.

Mas o novo estudo, publicado neste mês pela revista PLoS Medicine, sugere enfaticamente o contrário. Ele constatou que a atividade física, mesmo em pequenas doses, pode subverter o destino genético.

"Logo após a descoberta do FTO, em 2007, estudos mostraram que a atividade física atenua o efeito do gene no ganho de peso corporal", disse Ruth Loos, chefe de pesquisas no Instituto de Ciências Metabólicas em Cambridge, Inglaterra, e autora sênior do estudo.

"No entanto, tais pesquisas foram seguidas por experimentos que não conseguiram confirmar essa relação de forma convincente ou que não encontraram relação alguma".

Na esperança de reduzir a confusão entre os cientistas sobre o papel que o exercício físico pode exercer na atividade do gene, ela e seus colegas contataram os muitos pesquisadores que já haviam publicado sobre o assunto nos Estados Unidos e na Europa e lhes pediram, como cortesia profissional, que reanalisassem seus dados.

Loos e seu grupo suspeitavam de que parte da razão pela qual os resultados variavam era que as equipes de pesquisa empregavam métodos muito diferentes para quantificar e definir níveis de atividade física. Assim, na maioria das vezes, elas definiam uma pessoa fisicamente ativa como alguém que se envolve em pelo menos uma hora de atividade física, de moderada a vigorosa, por semana.

Mesmo de acordo com esse padrão bastante generoso, apenas 25% dos 218 mil portadores de FTO que tinham sido estudados em várias experiências até hoje se qualificaram como ativos.

Contudo, essas pessoas, segundo mostraram os dados recém-reanalisados, conseguiram superar, em parte, sua herança genética. Ser fisicamente ativo, de acordo com a nova análise, "reduziu o efeito do FTO em cerca de 30%", disse Loos.

Por mais que isso ainda deixe intacto 70% do efeito "engordativo" do gene, acrescenta ela, as consequências da atividade física sobre o funcionamento desse gene parecem ser substanciais o suficiente para talvez permitir a manutenção de uma silhueta normal por que alguém que de outra forma se tornaria bastante obeso.

Os cientistas ainda não entendem como o gene FTO promove o ganho de peso, apesar de suspeitarem que ele afeta o apetite e comportamento.

"Embora haja apenas dados funcionais limitados, parece que o gene se expressa bastante no cérebro", disse Lu Qi, professor assistente do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos dezenas de cientistas que concordaram em reexaminar seus dados para a nova pesquisa. O gene é especialmente ativo "nas regiões que regulam o equilíbrio do consumo e do gasto energético", continua ele.

"A perda do equilíbrio energético é a base do desenvolvimento da obesidade." Consequentemente, a atividade física pode ter efeitos compensatórios no cérebro e na produção de energia.

"A atividade física está entre os fatores mais importantes do gasto energético", disse Qi. "Biologicamente, é possível que esses dois fatores, os genes e atividade física, possam interagir e afetar o equilíbrio energético".

Também é possível que o exercício altere diretamente a forma como o gene FTO atua, modificando tanto o modo como ele expressa certas proteínas quanto a maneira de ele permanecer inativo. Mas todas essas explicações são "especulativas" no momento, segundo Loos, e exigem a realização de mais pesquisas.

Ainda assim, as implicações da nova análise podem ser encorajadoras. "Muitas vezes as pessoas acham que a obesidade é algo de família ou que está em seus genes e, portanto, acreditam que não têm controle sobre seus problemas de peso", explicou Loos.

"Nosso estudo mostra que a atividade física desempenha um papel no controle do peso, mesmo naquelas pessoas que são geneticamente predispostas a engordar".

Além disso, a quantidade de atividade física exigida não precisa ser muito grande, acrescenta ela. "Você não tem que correr uma maratona ou frequentar uma academia", disse ela.

"Passear com o cachorro, ir de bicicleta para o trabalho, cuidar do jardim – tudo isso conta" e deve ajudar a combater os efeitos do gene FTO.

"Esperamos que a nossa mensagem dê força para pessoas que talvez tenham desistido de controlar o peso", concluiu Loos.

Por Gretchen Reynolds

Usado para tratar rugas, ácido retinoico pode envelhecer a pele

Irritação e vermelhidão excessivas após o uso do ácido são sinais de problema e não de eficácia do produto.
 
 
 

Folha.com
O uso incorreto do ácido retinoico, receitado para tratar rugas e acne, pode envelhecer a pele.

O ácido induz a formação de colágeno, que dá firmeza à pele, melhora o aspecto de manchas e reduz os poros.

Mas, segundo um estudo publicado no "British Journal of Dermatology", se o ácido retinoico causar inflamação, sua ação e a produção de colágeno serão reduzidas.

De acordo com Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, descamação, irritação e vermelhidão excessivas após o uso do ácido são sinais de problema e não de eficácia do produto, ao contrário do que muitos pensam.


Volpe diz que, no início do uso do ácido, a irritação é normal. "Mas, se ela for prolongada, ocorre uma inflamação. Aí se dá o efeito contrário, e o colágeno é destruído. Você pode envelhecer ou ficar na estaca zero, porque o produto não age."

Em caso de inflamação, o dermatologista recomenda consultar um médico para reduzir o uso do produto ou sua concentração, intercalar os dias da aplicação ou até suspendê-la.

No estudo, foram testadas as concentrações de 0,01%, 0,025% e 0,05% do ácido, aplicado nas nádegas de voluntários três vezes por semana por oito semanas. Os médicos fizeram biópsias periódicas na pele deles e constataram a inflamação e a redução do colágeno em quem usou concentrações maiores ou iguais a 0,025% de ácido.

"Até agora, a gente achava que, quanto maior a dose do ácido, maior o efeito terapêutico. O estudo mostrou que precisamos levar o processo inflamatório em conta", afirma Volpe.

No entanto, o médico diz que as reações dependem do tipo de pele.

A dermatologista Denise Steiner faz ressalvas ao estudo e compara os resultados com a prática clínica. "A melhora parece maior quando se tem a irritação, talvez porque, ao descamar, a pele fica mais fina e há maior penetração do produto."

Por Mariana Versolato

Correr maratonas pode trazer problemas cardíacos


Estudo mostra que atividades de alto impacto como correr maratonas podem ocasionar cicatrizes no coração




Terra
Cientistas australianos anunciaram as conclusões de um estudo que atingem diretamente os amantes da corrida: correr maratonas pode causar danos permanentes ao coração. A pesquisa, feita na University of Melbourne, na Austrália, mostra que atividades de alto impacto podem ocasionar cicatrizes no coração, aumentando o risco de complicações de saúde. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

As conclusões mostram que o ventrículo direito é mais suscetível aos danos e, por este motivo, ele será o foco das atenções nas pesquisas sobre o assunto. Os atletas afetados podem ter seu desempenho reduzido, além de arritmia ou uma síndrome cardíaca ocasionada pelo excesso de treinamento.

Os cientistas avaliaram 40 atletas sem histórico de problemas no coração, que planejavam correr em provas de resistência. Os resultados mostraram que, imediatamente após a corrida, o coração dos atletas mudaram a forma e o volume, enquanto o ventrículo direito, que bombeia o sangue para os pulmões, diminuiu.

Depois de uma semana, as funções foram recuperadas na maior parte dos casos, mas em cinco pessoas comprovou-se o aparecimento de cicatrizes permanentes.

Junto com outros problemas cardíacos, os danos podem reduzir a capacidade de bombeamento do sangue, resultando em insuficiência cardíaca.

Os pesquisadores envolvidos com o estudo avisam que ainda é cedo para atribuir aos esportes de alto impacto a culpa pelos danos ao ventrículo, mas afirmam que esse é um indicativo de que a questão deve ser investigada com atenção. Os resultados do estudo foram publicados no European Heart Journal.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Soja pode ajudar no combate à obesidade

A descoberta reforçou a teoria sobre os benefícios sobre a saúde dessas substâncias naturais às quais também são atribuídas propriedades anticancerígenas.
 

Folha
Cientistas espanhóis demonstraram as propriedades contra a obesidade e hepatoprotetoras das isoflavonas, substâncias de origem vegetal encontradas principalmente na soja e que atuam de forma similar a determinados hormônios que o organismo humano segrega, como os estrogênios.

O estudo, realizado por membros do Ciberobn (Centro de Pesquisa Biomédica em Rede-Fisiopatologia de Obesidade e Nutrição) da Fundação Imabis de Málaga, foi testado em roedores e publicado na edição de dezembro da revista "British Journal of Pharmacology".

Além das propriedades protetoras das isoflavonas da soja contra o aumento de peso, a pesquisa revelou também seu papel na ativação da gordura marrom termogênica e na redução da esteatose hepática associada (gordura no fígado), informou o centro de pesquisa.

A aplicação das isoflavonas em humanos poderia estabelecer uma nova via terapêutica para a obesidade utilizando, em vez de remédios, esse ingrediente ativo da soja.

A descoberta reforçou a teoria sobre os múltiplos benefícios sobre a saúde dessas substâncias naturais às quais também são atribuídas, por seu poder antioxidante, propriedades anticancerígenas, protetoras dos sistemas ósseo e coronário.

RESULTADO EM ANIMAIS

O teste identifica pela primeira vez as ações das isoflavonas da soja sobre a obesidade induzida por dieta em um modelo animal.

"Foi comprovada a diminuição do ganho de peso, a ativação do tecido adiposo pardo termogênico, além da redução da esteatose hepática associada", apontou o médico Fernando Rodríguez de Fonseca, chefe de grupo que lidera o trabalho.

A intervenção nutricional foi realizada em 36 ratos, que receberam dois tipos diferentes de dieta, uma rica em hidratos de carbono e outra muito rica em gorduras, que induziu obesidade, diabetes e gordura no fígado.

Posteriormente, os ratos foram tratados com daidzeína (um dos principais tipos de isoflavona) durante 14 dias.

Os principais resultados demonstraram que, quanto maior a dose de daidzeína na dieta, menor é o ganho de peso e menor a presença de gordura hepática.

Essa descoberta foi associada a níveis altos de leptina (conhecida como o hormônio da magreza, que tem entre suas funções a de inibir o apetite) e baixos conteúdos de adiponectina (cujos níveis circulantes são inversamente proporcionais ao índice de massa corporal e à porcentagem de gordura corporal e que também aumentam a sensibilidade à insulina).

A prática constatou também que uma enzima com um papel determinante na termogênese aumentou no tecido adiposo marrom depois do tratamento com daidzeína.

No entanto, os autores esclareceram que esse estudo em modelos animais não é completamente aplicável a humanos, dado que as doses efetivas, a rota de administração e o diferente metabolismo dos roedores podem fazer variar muito os resultados.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Como fortalecer os ombros com apenas um par de halteres

Abdução de ombros, uns dos exercícios mais poderosos para a região do deltóide



- colocar-se de pé com pesos nas mãos e braços estendidos ao longo do corpo;
- elevar lenta e lateralmente os pesos até ao nível das orelhas, sempre com os braços estendidos, rodando os pulsos como que a verter água de um copo; voltar lentamente à posição inicial;
- iniciar com um peso pequeno, com uma série de 10 repétições e progredir até 3 séries de 12-15 repetições cada; posteriormente aumentar a carga do exercício.


Academias devem exigir check-up específico para praticantes de atividade física, aconselham médicos

Pessoal, vale a pena refletir...E ainda tem gente que diz que eu exigo muito na hora de fechar contrato.rsrsr...
Será??
 
Exames podem evitar riscos de lesões musculares, infartos e até mesmo a morte súbita.
 

 
Rede Notícia
Com a chegada do verão, muitas pessoas já se matricularam na academia, ou pior, começaram a fazer exercícios por conta própria sem saber como está a saúde. Antes disso, porém, é necessário passar por um check-up específico para evitar problemas graves, concordam os médicos.

“Toda e qualquer atividade física deve ser precedida de consulta médica e exames complementares. Ao pular esta etapa, o individuo pode apresentar lesões musculares, infartos e até mesmo a morte súbita. As pessoas não devem ignorar essa fase. As academias devem exigir essa avaliação e as pessoas têm de obedecer sem medo”, alerta o médico Joel Schmillevitch, do Centro de Diagnóstico Schmillevitch.

Saiba mais sobre os exames que devem ser feitos:

Eletrocardiograma: serve para verificar a atividade elétrica do coração, como arritmias, bloqueios ou sobrecargas. É possível prevenir infartos com antecedência.

Teste Ergométrico: serve para verificar a capacidade física do individuo, ou seja, o comportamento da pressão arterial, arritmias, isquemia do músculo cardíaco por meio de esteira ergométrica.

Ecocardiograma: verifica as estruturas do coração pelo método de ultrassom, como a contratibilidade do músculo cardíaco, área de isquemia e as válvulas.

Segundo o cardiologista Anibal Barros, também do Schmillevitch, toda e qualquer atividade física deve ser precedida de consulta médica e exames complementares. O mesmo conselho vale para os atletas de final de semana. Os riscos de lesões e até a morte são altos.

Para quem está há anos longe dos esportes, o ideal, de acordo com o Dr. Joel, é começar por atividades mais leves, como caminhar, nadar, musculação, alongamento.

Outro alerta é para aqueles que estão com sobrepeso e não são adeptos do check-up. “Além de descobrir ser portador de colesterol elevado, diabetes e hipertensão por causa do sobrepeso e evitar um problema cardiovascular, esse excesso com exercícios de alta impacto, como corrida, por exemplo, pode lesionar ligamentos”, explica.

Pessoas da terceira idade desavisadas ainda podem sofrer fraturas durante a prática esportiva sem saber que são portadores de osteoporose, doença silenciosa que enfraquece os ossos, e que pode ser detectada com um exame de densitometria óssea.

Os asmáticos, que se exercitam, também devem fazer periodicamente o exame de função pulmonar, já que se não tratada, a doença pode levar a morte, provocando parada cardiorrespiratória.